Até há uns tempos atrás, orgulhava-me de ainda ter conhecido os meus bisavós, os meus avós, orgulhava-me conhecer as minhas raízes, orgulhava-me de ter uma familia grande, orgulhava-me de os meus avós ainda terem a alegria, e o previlégio de conhecerem os meus filhos, apesar das suas idades, mas há alturas da
nossa vida em que vamos perdendo os que amamos, vamos sguindo em frente com a nossa vida, e achamos que os que amamos são eternos, e nem reparamos que os anos passaram, e eles envelheceram, e de repente nos deixam, deixando uma dor imensa no coração, uma saudade de brincar no jardim, de nos sentarmos no colo para ouvir as histórias de vida, das suas vidas, da sua infância difícil, dos brinquedos que nunca tiveram, adorava ouvir, darmos um beijo, e dizer "gosto muito de ti Avô", ou de lhe dar um abraço e baixinho dizer "meu querido, meu velho, meu amigo", meu avô!
Hoje já não tenho o meu avô querido, no Natal do ano passado resolveu deixar-me, nem a minha avó que no dia de Todos os Santos, há dez anos atrás também nos deixou, hoje recordo-os com saudade.
Mas a minha amiga Cris ainda tem o seu avozinho, ainda tem o previlégio de festejar as suas 89 primaveras, e por isso encomendou-me este bolo, pois o seu avozinho não dispensa um copo de vinho nas suas refeições, há quem diga que será esse o segredo da longevidade.
Foi com muito carinho que fiz este bolo, como se fosse para o meu avô.
Parabéns Sr. Pinto, votos de muitas Felicidades, na companhia dos seus entes queridos que mais ama.
Bolo de Chocolate com recheio de ganache de chocolate